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Por que o número quatro aparece como IIII e não IV em alguns relógios?

Depois de vários clientes levantarem perguntas e dúvidas sobre o algarismo romano IIII e não IV para representar o numeral “4” nos mostradores de nossos relógios, achamos por bem postar este esclarecimento.

No começo da história da escrita de algumas civilizações como a egípcia, a babilônica e outras, os primeiros nove números inteiros eram anotados pela repetição de traços verticais. Depois este método foi alterado, devido à dificuldade de se contar mais do que quatro termos e mudaram os números para a seguinte forma:

1 – I
2 – II
3 – III
4 – IIII
5 – V
6 – VI
7 – VII
8 – VIII
9 – VIIII
10 – X

A utilização dos números romanos nos primeiros marcadores do tempo existentes, que eram os relógios de sol, foram datados do 7º século antes de Cristo e a composição para os números romanos era no sistema aditivo, com o 4 representado por IIII e o 9 por VIIII. Hoje os números romanos que aprendemos é uma mistura do sistema “aditivo” e do sistema “subtrativo”, onde o quatro é representado como 5-1 (IV) ao invés de 1+1+1+1 (IIII) e de forma similar a representação do algarismo nove. O sistema “aditivo/subtrativo” para a formação dos números romanos foi raramente usado pelos romanos durante a Idade Média. Em meados do século XV, que é considerado o final da Idade Média, foram encontradas as primeiras menções do “novo” método.
Há algumas teorias para justificar a manutenção do IIII nos mostradores dos relógios, mas somente três delas serão mencionadas neste informativo.

1ª hipótese:
A decisão pode ter sido tomada levando em consideração o equilíbrio visual dos antigos artesãos relojoeiros. Usando o IIII deixa o relógio mais equilibrado esteticamente. É só observar no mostrador que as primeiras quatro horas ficam representadas pelo numeral I (I, II, III, IIII), as quatro seguintes o V (V, VI, VII, VIII) e as restantes o X (IX, X, XI, XII), o que gera uma excelente simetria.

2ª hipótese:
Conta-se que um acidente de trem teria ocorrido na Inglaterra no final do século XIX em função de que o I do IV teria sido coberto pelo ponteiro de horas, confundindo o condutor do trem que interpretou como se fosse 5 horas. Com isso, ele iniciou sua viagem uma hora mais cedo, e acabou colidindo de frente com outro trem que vinha em sentido contrário. Por esse motivo, decidiu-se que o quatro deveria vir grafado IIII.

3ª hipótese:
O uso do IIII ter continuado pode ter origem religiosa. Os algarismos romanos são formados por letras e a combinação delas podem também significar uma abreviação. Entre os deuses romanos pagãos, o deus do dia, era grafado em latim como IVPPITER (Júpiter). Segundo teoria, para não utilizar as iniciais de um deus pagão em igrejas Cristãs, foi optado por manter a velha forma IIII.

Posição da BEATEK:

A BEATEK se posiciona contrária a 2ª hipótese por dois motivos:

– O ponteiro de horas dificilmente poderia cobrir os números, já que este é mais curto do que o de minutos;

– A história dá a primazia da marcação do tempo ao relógio solar, teve seu aparecimento registrado pela primeira vez na Judéia, pelo ano 600 a.C., quando o Rei Acaz mostrou a seus súditos um desses relógios. Com a impossibilidade de se obter a hora em dias de clima desfavorável e à noite, foram apresentadas pela primeira vez por Ctesibio de Alexandria, 100 a.C., um relógio d’água que movia por intermédio de uma bóia. Esta acompanhava a subida do nível e elevava consigo uma barra dentada que movimentava uma engrenagem cujo eixo era fixado ao ponteiro. O mostrador desse relógio já possuía uma grande semelhança com os mostradores atuais que foram produzidos muito antes do possível acidente ferroviário do século XIX. Até o mais famoso relógio de torre, o Tower Clock (Relógio da Torre) do Parlamento Britânico está instalado desde 1859 e utiliza o número IV. (O Tower Clock é mais conhecido como Big Ben, mas que na verdade é o sino de 13,5 toneladas que bate a hora e não o relógio)

A BEATEK acredita que a 1ª hipótese é razoável, mas a 3ª é ainda mais plausível, já que o primeiro relógio construído em uma igreja foi encomendado por Pacífico, arcebispo de Verona, aproximadamente no ano 850 de nossa era. O mostrador já tinha o formato dos relógios atuais e foi concebido muito antes do sistema “aditivo/subtrativo” romano ser inventado. O relógio era puramente mecânico e consistia de um conjunto de engrenagens movido por peso, lembrando bem os relógios produzidos até meados dos anos 1950.

Nós acreditamos que as duas formas são aceitas e a BEATEK já produziu relógios com os dois modelos. Acreditamos ser mais coerente o uso da versão romana IIII para templos e igrejas, mas para relógios comerciais o modelo é indiferente. Fonte: mundoestranho.abril.com.br

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